segunda-feira, 13 de junho de 2016

Deixe os outros andarem já que eu não posso mais...

Luan on


Laura ficou agitada quando soube do julgamento e confesso que aquela notícia também me deixou angustiado.
Tentei passar o máximo de carinho e segurança a ela nos dias que antecederam nossa viagem de volta a São Paulo, mas, e ansiedade estava no ar e eu via o quanto minha menina estava nervosa.

- Lau, fica tranquila,  vai dar tudo certo amor.

- Eu não quero ver ele na minha frente de novo,  eu não quero ver aquele monstro Luan.

- Ei,  fica calma, ele não pode mais te fazer mal, eu vou estar com você.

- Você não tem medo do resultado desse julgamento?

- tenho Laura,  tenho sim, mas, eu coloquei nas mãos de Deus, e ele não falha.


Laura me acompanhou em todos os compromissos daquele semana,  eu não queria que ela ficasse sozinha,  logo, na sexta a tarde pegamos o jatinho rumo a São Paulo, pois no outro dia era o juri.
Fui direto pra casa, mas levei Laura comigo, ou ela não pregaria os olhos e eu sabia disso.

Ela estava muito agitada, então,  pedi minha mãe pra que com jeitinho, concordasse com ela é desse a ela um de seus calmantes, aquilo não faria mal, e ela precisava dormir.

- obrigada port estar cuidando tão bem de mim, sussurrou sonolenta quando a coloquei deitada em minha cama e me aconcheguei a ela.

- Eu só cumpro meu papel, você sempre me chama de anjo, então, eu sou o seu, agora, fecha os olhos, você precisa descansar,  falei lhe beijando a festa e segundo depois o remédio fez efeito fazendo ela dormir calmamente.


Laura on

Acordei com Luan mechendo em meu rosto  me fazendo um carinho.

- Laurinha,  você precisa acordar, temos hora marcada, vem linda.

- bom dia Lu, já está na hora?

- sim, bom dia dorminhoca, levanta e se ajeita que a mamuska e a Bruna estão esperando nos dois pra tomar café e ir.


Me arrumei e desci com Luan,  eu não tinha fome, mas, por insistência do meu nsmoradl e minha sogra, como um pouco de salada de frutas e seguimos para o tribunal...

Quando chegamos, cada um foi para seu lugar, Luan estava ao meu lado junto a Bruna,  então o juiz mandou trazer o Fernando que ficou em minha frente, meu estômago revirava , era difícil encara -lo.

- Sra Laura,  consta nos autos, que, a senhora estaria sendo forçada pelo acusado, a se casar com o mesmo, isso é verdade?

- sim meretissimo, ele me obrigou.

- quais eram suas ameaças?

- ele dizia que espalharia mentiras, capazes de prejudicar a mim e meus amigos, e também me agrária.

- o senhor confirma isso senhor Fernando?

- era o certo a fazer.

- Você foi fisicamente agredida?

- sim, diversas vezes, o Luan presenciou uma dessas agreções .

- sim se juiz, ele deu um murro no rosto de Laura,  e me agradou também, me deixando inconciente.

- certo, e, a respeito do tiro?

- era pra me atingir, ninguem esperava.

- o que tem a dizer? Você confirma isso Fernando?

- sim, eu fiz o que era certo,  apenas errei a luta, falou em tom de deboche.

- Eu já tenho minha cobrança, mas, antes dele, eu abri uma exceção pra que entre uma outra testemunha. Falou,  então, Sofia entrou em sua cadeira de rodas, guiada por seu pai.

- essa, foi uma brecha que abri, pois, além de tudo sou humano, e creio que todos tenham que ouvir quem mais foi atingida. Pode dizer o que quiser Sofia,  sorriu bondoso.

- Eu quero dizer, que estou muito triste, triste demais tio nando, você me machucou muito,  doeu tanto...
Papai do céu me deu perninha e eu aprendi a andar, mas, agora eu não posso mais, eu não posso mais brincar de pular corda, nem  amarelinha,  e nem andar, você foi muito mal, eu queria tanto minha perninha mechendo de novo, mas você é mal, fez elas pararem, e tá doendo, eu tenho que tomar injeção todo dia, eu não tô dor te, mas você fez isso comigo, você é um homem ruim, por favor, não faz mais isso com ninguém? Deixa todo mundo andar já que eu não posso mais.

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