Laura on
Encarei aquela igreja lotada e minhas pernas babearam, eu me sentia uma gelatina e me apoiei no braço do meu pai, enquanto eu entrava, encarando Fernando naquele altar, o nojo me consumia, olhei pra todos aqueles rostos a minha volta, mas quem eu mais queria ver não estava ali, eu não o culpava, sabia que ele também estava sofrendo, mas, por Deus, jurei que se eu o visse, se ele aparecesse ali naquela igreja, eu, pela primeira vez, seria egoísta, não pensaria em ninguém além de nós dois e nossa felicidade, eu largaria tudo e iria com ele, independente do destino e das consequências.
Caminhei até Fernando, que tinha um sorriso vitorioso no rosto, é algo até feio de se dizer, mas não consegui sequet prestar atenção no que o padre dizia no meu próprio casamento, eu sentia nojo de mim por estar ali e queria sair correndo.
A cerimônia continuou e finalmente a gora do sim, eu sabia qual deveria ser minha resposta, mas meu coração pedia o contrário.
O padre fez a pergunta, e ouvi o sim de Fernando, mas, assim que ele se virou pra mim, eu já não tinha certeza de nada.
- Laura, você aceita Fernando Corradi como seu esposo?
Num impulso, me virei pra trás, e, em meio a multidão, vi o par de olhos castanhos, agora tão tristes que me encarava, e me lembrei da promessa que acabará de fazer ao entrar na igreja, Deus mandou meu anjo pra me tirar daqui, e, por mais egoísta que eu fosse, eu seguiria com ele, olhei novamente pra meu menino, implorando a Deus estar no caminho certo, e fiz o que meu coração mandou.
- Não, Eu não posso fazer isso , gritei e me virei correndo em direção a ele que tinha os braços abertos, mas, antes que eu o tocasse, vi Sofia, sobrinha de Fernando correr e abraçar Luan, não sei de onde ela saiu, mas ouvi seu grito de dor quando Formando, tentando atirar em Luan, acertou a própria sobrinha mas costas.
Em toda a cidade podia se ouvir os gritos, me joguei junto a Luan tentando socorrer a pequena que gritava ensanguentada, era horrível de se ver, todos pediam por Socorro, e logo a ambulância chegou junto ao carro de polícia que levou Fernando.
O pai de Sofia, Eu e Luan, entramos desesperados na ambulância, ela já não gritava, estava de olhos fechados e tremia muito quando entrsmos no hospital.
- Salva minha filha doutor, por favor, ele berrava e eu simplesmente não sai mais do lugar quando a ficha caiu, meu vestido branco, agora era de um vermelho vivo, e, no fundo, Eu sempre soube que esse casamento acabaria em tragédia.
O médico entrou prometendo fazer o possível, e eu apenas me joohuri no chão, sem força alguma, apenas sentindo Luan tentando me acalmar, a culpa era minha.
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